São
muitos os que afirmam a riqueza desse bioma. Por isso, são retirados da
Amazônia quantidades expressivas de uma série de materiais, alimentos,
recursos e produtos naturais provenientes desse ecossistema. Sem o
correto manejo de algumas matérias primas corremos o risco de tornar
estes recursos naturais cada vez mais escassos.
Não
se deve generalizar e dizer que isto só acontece devido aos crimes
ambientais noticiados pelos meios de comunicação como a captura ilegal
de animais e plantas, prejudicando a biodiversidade. Em um ambiente
complexo como esse, a derrubada e queima de árvores e do solo, o plantio
de outras plantas e o uso de agrotóxicos, a criação de gado são fatores
que contribuem para a perda desse bioma rico e importante.
Com
essas ações humanas, os solos começam a ficar cada vez mais pobres em
nutrientes e contaminados com substâncias provenientes da extração do
ouro, as erosões começam a se intensificar e áreas que não eram
alagadas, passam a ser.
Rios começam
a absorver substâncias diferentes além do normal, solos são atingidos
pelo sol e pelos ventos e, em consequência, o clima de outras regiões
começa a mudar. Além disso, como a floresta é um grande estoque de CO²,
com o desmatamento elas liberam quantidades expressivas do gás para a
atmosfera agravando assim o efeito estufa.
Com o corte de árvores ocorrem incêndios florestais, pois as árvores de
grande porte constituem uma barreira de proteção contra incêndios.
Calcula-se que 17% da área está devastada ou ocupada.
Na
chegada dos europeus, apenas 1% da área estava desmatada, hoje, a
Floresta Amazônica tem sofrido com diversas infrações que prejudicam o
ecossistema existente. Apesar de empresas investirem em pesquisas,
formularem leis para a preservação amazônica e criar acordos
internacionais percebe-se que a realidade da floresta é preocupante. Os
problemas estão em todos os lugares. Milhares de espécies são ameaçadas
com a poluição, a caça e pesca predatória.
Entre os animais ameaçados de extinção
estão o Gavião-real, um animal forte e considerado pelos indígenas a
mãe dos pássaros e espírito da floresta. Segundo os dados do IBGE há 218
espécies em extinção em todo o estado brasileiro. Isso acontece não
somente por causa da captura desenfreada de animais, mas pela destruição
de seu habitat natural, a poluição, o desmatamento no Brasil, entre
outros fatores.
Desmatamento na Floresta Amazônica
Desde
o início da colonização, o homem tem extraído seus recursos na busca
por especiarias. Por causa do aumento da população e a construção de
rodovias, as florestas foram as mais atingidas. Sem um planejamento
adequado, muitos fazendeiros ou famílias não usam os recursos de uma
forma correta. Enquanto, o índio só provocava desmatamento
em áreas necessárias a sua alimentação, não removendo os tocos das
árvores ou danificando o solo, os fazendeiros na agricultura e fábricas
clandestinas causam a derrubada de madeira ilegal. Os
focos de incêndios na amazônia aumentam cerca de 50% ao ano. Orgãos como
o Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (INPE) utiliza sistemas para
monitorar estas áreas.
Além disso a ocupação e uso dos solos provenientes do crescimento populacional causam:
- aparecimento de diversas doenças;
- contaminação dos rios; depósitos de lixo;
- falta de saneamento básico;
- mau uso da agricultura;
- favorecimento às mudanças climáticas.
Enfim,
são diversos fatores que de uma forma ou de outra contribuem para o
aparecimento dos impactos que o homem vem causando no ambiente
amazônico. O fato é que um bem tão valioso está morrendo aos poucos.
Biopirataria
Outro
fator preocupante é a biopirataria que não é o contrabando somente de
produtos da flora e da fauna amazônica, mas também o uso e domínio dos
conhecimentos oferecidos pelas populações existentes na Floresta
Amazônica.
Espécies de plantas brasileiras que foram patenteadas por empresas internacionais são:
- Açaí, registrado em 2003 no Japão e cancelado pela pressão das Ongs.
- A Andiroba patenteada por empresas, no Japão, na França e também na União Europeia.
- O Cupuaçu registrado no Japão pela empresa Asahi Foods e Body Shop, inglesa, entre outros produtos.
Os
conhecimentos indígenas e os produtos estavam sendo apropriados por
multinacionais que queriam ter ganhos sob estes povos. Assim, é preciso
refletir sobre todos estes acontecimentos que rondam o bioma.
Os
biopiratas, geralmente identificados como turistas e pesquisadores,
contrabandeavam estes recursos sem serem descobertos e logo em seguida
se apropriavam. A falta de fundos a pesquisa e de incentivos pelo
Governo Brasileiro, trouxe pesquisadores de fora e o interesse
internacional pela Amazônia. De acordo com João de Deus Medeiros,
secretário substituto de Biodiversidade e Florestas do Ministério do
Meio Ambiente, num debate na Câmara sobre os compromissos ambientais
internacionais, o Brasil precisa estruturar os órgãos, aumentar o quadro
de funcionários e qualificá-los.