segunda-feira, 25 de abril de 2011
HISTÓRIAS DE CRIANÇAS EM DEUS
Uma história de amor de Pai.
Eli tem nove anos é um menino alegre com muita saúde e vontade de viver.
Eli escuta sempre seus pais, que sempre querem o melhor para ele, isso é muito sábio da parte de Eli (Pr 3:1-8).
Num belo domingo Eli e seus pais foram passear no parque de diversões. Um lugar imenso, cheio de pessoas e coisas diferentes, muitos atrativos, muitos caminhos a serem percorridos naquele imenso lugar.
Tudo era diversão, todos pareciam felizes e encantados com o movimento dos brinquedos.
Eli tinha apenas nove anos e de fato, alguns brinquedos ali não eram apropriados para a sua idade, porém todos eram fascinantes aos olhos de Eli e das outras crianças que ali estavam.
A multidão era grande, assim como as filas e aglomerados de pessoas que se debruçavam nas barracas de jogos e comidas.
Enquanto os pais de Eli compravam ingressos ele passeava com os olhos em todos os lugares e sem se dar conta Eli afastou-se de seus pais. Demorou um pouco para os pais perceberem que Eli não estava por perto, quando deram conta do sumiço do menino o pai de Eli começou a gritar:
_Eli! Eli! Eli!
Eli percebeu que estava perdido e não se apavorou, pois sabia que o pai o encontraria. Resolveu ficar ali onde estava, perto da Montanha Russa, e esperar pelo seu pai. Não demorou muito Eli ouviu a voz do pai:
_Meu filho! Meu filho! Eli!
Sem titubear Eli respondeu:
_Estou aqui meu pai! Aqui perto da Montanha!
O pai apressou-se em tomar o rumo do brinquedo mencionado por Eli, mas havia muita gente e ele não o enxergava, porém continuava a gritar:
-Meu filho, cadê você? Meu filho!
Eli também não via o pai, mas com confiança respondia:
_Aqui meu pai! Aqui!
Algum tempinho depois o pai de Eli o avistou. Eles se abraçaram e o pai lhe perguntou:
_Não ficou com medo de ficar perdido? Eli respondeu:
_Não meu pai, sabia que me encontraria qualquer fosse o caminho (Pr 4: 10-12) que eu tomasse. Além do mais ouvi sua voz e a reconheci.
_Reconheceu minha voz de longe? Não pensou que fosse outra pessoa?
_Não meu pai, pois, me chamou pelo meu nome e só o Pai conhece o filho pelo nome (Jo-10:27).
Álbum de figurinhas.
Álbum de figurinhas.
Era uma noite chuvosa, Edu olhava pela janela de seu apartamento, de lá ele avistava letreiros, pessoas, carros, ônibus. Estava sozinho olhava a esmo e refletia, pensava muito na vida e revendo alguns pertences guardados num baú achou um álbum de figurinhas, estava incompleto.
Edu olhou o álbum com ternura e por alguns minutos viajou para seu passado, voltou no tempo de sua infância e adolescência.
Edu abriu o álbum na primeira página estava completa, também completas estavam as páginas seguintes. Havia uns rasgos, alguns rabiscos, arranhões, machucaduras coisas de infância, infância vivida intensamente, repleta de aventuras. Seguras na mão do Senhor.
O álbum era de figurinhas, figurinhas trocadas, figurinhas compradas, figurinhas perdidas algumas nunca encontradas.
Depois da décima quinta página Edu percebeu que faltavam algumas figurinhas; faltou o amor de Dorothy, que ele trocou por algumas noites em claro, pensativo, procurando saídas, falas, objetos, algo que pudesse trazê-la para ele. Passou, não deu. Aquele quadrinho ficou sem figurinha (Pr 16:9).
Folheou mais um pouco e parou, olhou não acreditou!Onde estavam as figurinhas brilhantes que Ronny, seu melhor amigo havia lhe dado?
Ah! Lembrou-se, não foram coladas, na verdade Ronny iria dá-las, em nome de uma amizade sincera, porém não hesitou em dá-las a outro garoto em troca de um ingresso de jogo.
È Edu, nem tudo é o que parece ser, às vezes achamos que uma amizade è sólida e de repente... Mas Deus sempre é maior sempre é fiel, nele você pode confiar sempre. Ele nunca te abandonará.
Edu voltou a folhear o álbum, olhou para o relógio, na verdade nem sentira o tempo passar.
- Ops!O que è isso? Carlos! Foi o Carlos quem me deu essa figurinha, mas está toda manchada! Manchada ficou sua vida, coitado do Carlos!
As figurinhas às vezes se perdem, são figurinhas perdidas na vida.
- Ah, Carlos! Éramos tão iguais, tínhamos tantos segredos, mas, Carlos perdeu-se em um segredo maior, não sei qual. Nem Carlos nem os outros meninos perceberam aonde, que dia, que horas, ele ocultou esse segredo de nós. (Pr28: 18)
- Quando vimos lá estava ele jogado, manchado de sangue, era a droga. Coitado! Nem deu tempo de socorrer.
- São figurinhas da alma, da vida, às vezes perdidas, figurinhas buscadas pelos que querem asas e não conhecem Deus.
Edu ficou ali mais um pouco, tomou o sabor dos seus vinte e cinco anos,passou os dedos no álbum,sentiu,respirou,tornou a olhar pela janela, os letreiros já não brilhavam mais com intensidade como na hora em que ele sentara ali. As ruas estavam vazias, pessoas já quase despertavam do sono merecido.
Tudo parecia pra ele tão perto e ao mesmo tempo tão distante. Chegou à conclusão que era feliz, pois Deus havia estado em sua vida o tempo todo. Pensou também que a vida era um álbum que colocamos figurinhas, algumas trocamos, outras rifamos e outras até nunca encontramos se não passarmos pelo caminho do Senhor.
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